quarta-feira, 10 de março de 2010

SUMIÇO

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando
melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro
antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde, mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência.
MARTA MEDEIROS

terça-feira, 9 de março de 2010

SILÊNCIO




SILÊNCIOS E PALAVRAS!


Não diga as coisas com pressa. Mais vale um silêncio
certo que uma palavra errada. Demora naquilo que
você precisa dizer. Livre-se da pressa de querer dar
ordens ao mundo. É mais fácil a gente se arrepender
de uma palavra que de um silêncio.

Palavra errada, na hora errada, pode se transformar
em ferida naquele que disse, e também naquele que
ouviu. Em muitos momentos da vida o silêncio é a
resposta mais sábia que podemos dar a alguém...

... Hoje, neste tempo de palavras muitas, queiramos a beleza
dos silêncios poucos.

((Pe. Fábio de Melo))

segunda-feira, 8 de março de 2010

DIA INTERNACIONAL DA MULHER




MULHER

A beleza de uma mulher não está
nas roupas que ela usa,
na imagem que ela carrega,
ou na maneira que ela penteia
os cabelos.

A beleza da mulher tem que
ser vista a partir dos
seus olhos, porque essa
é a porta para o seu coração,
o lugar onde o amor reside.

A beleza da mulher não está
nas marcas do seu rosto.

Mas a verdadeira beleza
numa mulher está refletida
na sua alma, está no cuidado
que ela amorosamente tem
(pelos outros), a paixão
que ela demonstra.

E a beleza de uma mulher
com o passar dos anos,
apenas cresce!

Parabéns para você Mulher,
nesse seu Dia Internacional
da Mulher!

sexta-feira, 5 de março de 2010

MINHA HERANÇA: UMA FLOR



Achei você no meu jardim entristecido
Coração partido
Bichinho arredio
Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim:

Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei

Fiz tudo, todo o meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência sempre

A minha herança pra você é uma flor
Um sino,uma canção,um sonho
Nenhuma arma ou uma pedra eu deixarei

A minha herança pra você é o amor
Capaz de fazê-lo tranqüilo, pleno
Reconhecendo no mundo o que há em si

E hoje nos lembramos sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza
Estava juntando você e eu

Achei você no meu jardim
(Vanessa da Mata)

Acho essa música tão delicada, mesmo porque eu adoro as músicas da Vanessa da Mata são maravilhosas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O CAMINHO



Nosso caminho, tão florido,

Onde sempre caminhamos de mãos dadas

Era tão alegre que ao recordar

Sinto a sensação de estar ali, caminhando com você

Lado a lado, olhos nos olhos, sempre juntos

Como se caminhássemos rumo ao arco íris,

Andando, andando, sem nunca poder chegar

E a felicidade era nossa companheira,

Nesta busca pela vida inteira

Mas o pensamento é cortado pela força da solidão

E volto ao meu ser, verdadeiro, triste, solitário,

Tudo ficou negro de repente, as flores sumiram

E até o sol se escondeu. Nosso caminho, tão bom antigamente,

Agora tem no chão pedras pontiagudas que machucam

Não só os pés mas também o coração.

Onde foi parar nossa alegria?

Onde está o nosso amor?

Será que a chuva levou tudo na correnteza,

Entupindo os bueiros, invadindo os canteiros?

Por que esta tristeza de agora?

Por que ficamos calados sem termos o que falar?

Dói a alma, sofre o corpo e ninguém pode ajudar

Fomos nossos anjos e hoje somos carrascos

Nós somos culpados pela vida que levamos

Quem faz o bem o recebe de volta,

Quem faz o mal, retorna também

Vou tentar ser feliz, fazer o que sempre quis

Procurar a felicidade outra vez, caminhando

Por caminhos diferentes para ver se encontro

O nosso amor, parado num canto, esquecido no tempo,

Num galho de árvore, num pássaro que voa,

Ou mesmo escondido, dentro do meu coração....

(Jandyra 28-dezembro-2001)

Parece até que foi eu que escrevi,pois é exatamente como me sinto hoje...

AMADO



Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir, não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você
(Vanessa da Mata)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A DESPEDIDA DO AMOR



Existem duas dores de amor:

A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a "dor-de-cotovelo" propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...

E só então a gente poderá amar, de novo

Martha Medeiros